domingo, novembro 15, 2009

"Golegamos?"

Golegar = termo inventado pela Maria e que significa ir à Golegã; à Feira da Golegã; à Feira Nacional do Cavalo.

Este ano voltei a não Golegar.

Apesar dos inúmeros convites (obrigada Principessa, mais uma vez) não pude ir repetir a experiência hilariante do ano passado, de apresentar a Feira da Golegã e os seus "jeitos e preceitos" aos leigos destas coisas dos cavalos, das marialvices e da água-pé e do abafado e ver os meus estagiários quase a serem atropelados, por cavalos a passo, pelas ruas e ruelas da Golegã.
Vários motivos me impediram, dos quais não interessa falar. O único que interessa referir é aquele que me fez lá voltar, ao fim de uns 6 anos de afastamento, e que foi o mesmo que me fez quer sair de lá, nesse dia, o mais rápido que pudesse e que, também este fim-de-semana, me atormentou a vontade e me pôs a cabeça em sobressaltos de 5 em 5 minutos de "Vou!"... "Não vou!"
É que, quem conhece a Golegã "a cavalo", não a vive da mesma maneira, "a pé".

Para os leigos destas coisas dos cavalos é complicado de perceber porquê é que uma pessoa vai à Golegã se tiver cavalo e já não vai se não tiver.

Meus caros, nem eu vos consigo explicar porque é que não consigo sentir a Golegã da mesma forma se não tiver cavalo para montar... mas percebo a razão da vossa dúvida: afinal, se eu gosto assim tanto de cavalos, deveria gostar de os ir ver, não? Pois... mas não... não me chega... e muito menos na Golegã...

Há ali uma mística, um je ne sais quoi naquela Feira que me atrofia o pensamento. E só me vejo, naquela Feira, se for montada num Puro-Sangue Lusitano, aparelhado "à Portuguesa" e eu trajada a rigor, desde a biqueira da bota, até à aba do chapéu, passando pelas abotoaduras de ouro.

Se é para "impostorar" (como as gentes chamam aos menos abençoados pelos €uros), então que o faça bem! Muito bem!



Ana Luisa Valença (imagem tirada daqui)

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