quinta-feira, novembro 13, 2008

A tradição "quase" é o que era...

Tradição de S. Martinho é assar as castanhas e provar o vinho.

No meu caso, a minha tradição não corresponde bem à tradição do ditado. Quer dizer, de há uns anos para cá não corresponde mesmo é a nada! Vinho não gosto e as castanhas fazem-me gases :-)

A minha tradição era outra... bem mais gira e bem mais castiça! Feira da Golegã, de S. Martinho ou Feira Nacional do Cavalo, chamem-lhe o que quiserem. É à vontade do freguês! Até porque o local é sempre o mesmo: o Largo do Arneiro, da famosa vila da Golegã! E aí é que está o espírito da Feira!

Não há cavaleiro, amazona, cavalista ou cavalgadura que não saiba o que é nem tenha lá ido, pelo menos, uma vez que seja na vida. É tão obrigatório como ir a Roma e ver o Vaticano. É uma obrigação da tradição de quem "vive" os cavalos. Não há volta a dar-lhe, todos os caminhos vão dar à Golegã, nesta semana de Verão de S. Martinho.

Há anos que não vou lá... desde que deixei de montar, praticamente. Ir "a pé" à Feira da Golegã não tem o mesmo sabor do que ir "a cavalo". Até porque quem sempre fez a Feira "a cavalo" não a sabe fazer de outra forma. Sem cavalo, não é Feira.
E Kikinhas sem cavalo na Feira da Golegã não é Maria e a Feira sem Kikinhas Maria não é Golegã.

Kikinhas ainda tem o capote e o chapéu de aba larga, recordações de tempos em que ser Marialva lhe estava mais presente no pensamento e na mania.

E como o pensamento tem avanços e retrocessos, Kikinhas já sacudiu o pó às peças de marca da "Impostorice" e vai beber o seu abafadinho da praxe!

Para quem quiser partilhar desta impostorice marialva com toques de cinderela, sábado, no Arneiro da Golegã, lá estará Kikinhas "quase" Maria a passear o seu chapéu e capote!



Imagem roubada de algures....

sábado, novembro 08, 2008

The Kikinhas spell

Volta a dizer-se, por aí e à boca pequena, que Kikinhas Maria tem algo de mágico, de feiticeiro, de bruxedo até! Quem diz? Ora, dizem! E é o bastante! Gosto pouco que falem de mim e, por isso mesmo, venho aqui afirmar, jurar, declarar sob compromisso de honra que não fiz nadinha!

Eu fui uma menina educada, eu cumprimentei toda a gente com um sorriso sincero na cara, eu fui uma boa conversadora toda a noite, eu não dei mostras do meu desagrado pela sua presença na sala, eu partilhei da boa-disposição de todos... e ia descansadinha à minha vidinha de trabalhadora-estudante, como se não me tivesse cruzado com ele.

Ele… bem, já ele… ele não. Ele não conseguiu resistir e deixou cair a máscara… Como a mentira tem a perna curta, voltei a apanhá-lo em falso assim que abri a mensagem e reconheci o seu número. Afinal, o meu número de telemóvel não foi apagado, como ele dizia... Está lá. E estará sempre. Porquê?

Temos pena, amor, mas eu não sei viver atrás de máscaras. Se tu não tens coragem para enfrentar as situações, não penses que algum dia conseguirias que me sujeitasse a elas, pela tua cobardia. Não. Ao longo dos meus 29 anos aprendi a viver com as consequências dos meus actos. Aprendi a assumir as minhas atitudes e as minhas vontades. E aprendi, acima de tudo, que é impossível construir uma relação de confiança com alguém que antes me mentiu. Mas há quem consiga, pelos vistos, e ainda lhe chama “Amor verdadeiro”. Eu chamo-lhe cego, idiota e destruidor do amor-próprio. Mas também lhe chamo “Um grandessíssimo par de cornos, que dava para lavrar terra suficiente para dar pão a Portugal inteiro.” Ora, como a única parte do sector primário que eu gosto mesmo muito e pelos quais faço sacrifícios, são só os cavalos, então ela que trate do resto.

Foda-se pá… se eu tenho esse “feitiço” sobre ti, porque é que não consigo encontrar o antídoto para mim?

Imagem roubada descaradamente daqui.