segunda-feira, novembro 19, 2007

O que chega em meu coração

Voltei.

Mas ainda dotada daquela falta de inspiração :-( Tanta que até fui "roubar" um poema a outra pessoa! Mas que me deu cá uma volta ao coração daquelas que há muito (para aí há um ano) não me dava.
Tanto que voltei a chorar.
Tanto que me está a provocar um voltar de página.
Ou seja, mais uma ajuda para esquecer-te pois não mereces nada do que aqui deixei escrito para ti! Um blog que nasceu dos meus desabafos contidos e que, nunca, quiseste sabê-los.

Aqui vai (Rita, onde quer que estejas, perdoa-me o plágio!)


O que chega em meu coração?
Será amor?
Será paixão?
Será outro sentimento que não esses?

O que sei é que algo machuca
Dói, atordoa-me, confunde-me
Tão longe e tão perto
Paradoxo que preferia a inexistência
Longe, o físico
Perto, o sentimento
Sentimento que me embriaga
Deixa-me triste e contente
Eufórica e calada
Sensível e forte

Sentimento incomum
Sentimento do paradoxo
Sentimento inefável
Sentimento sufocante

A verdade é que não posso e não quero fugir
Arriscarei as minhas lágrimas
Meu coração
Minha alma já sofrida
Já faz parte de minha vida
Da minha mente
Das palavras que saem da minha boca
Das lágrimas que saem dos meus olhos

É busca incessante
Busca pelo nada
Busca pelo tudo
Busca pelo que ainda resta

O que sei é que sinto
Sinto germinar
Sinto florescer
Sinto tomar conta de mim

O futuro pode ser incerto
Talvez amargo
Mas, o gosto que sinto nesse instante
Já vale infinitas vidas

Vidas sofridas
Vidas felizes
Vidas sublimes
Vidas amargas
Não posso deixar de senti-lo
Sentimento intenso e confuso
Que machuca e me faz feliz

Estou condenada a sentir-te
E não quero me livrar dessas correntes
Quisera eu poder te tocar
Mas, sentimentos vivem na alma e no coração
E, apesar de tudo, prefiro apenas te sentir
Para jamais ter que te perder...

Será que é desta que te digo adeus?

Foto by: Mariah, in Olhares.com

14 comentários:

htsousa disse...

Isto não me parece, de todo, o mau feitio apregoado a voltar de férias...

Os encontros e desencontros já são demasiados para ficarmos agarrados a algo, que por vezes não passa de um ideal.

Beijinhos.

Daniela disse...

Aos poucos libertas-te...;)

Anyone disse...

;) Não esperes libertar-te, porque quando menos esperares mais depressa se foi... ;)

Marta disse...

Oh miuda, coragem, eu sei o que doi, mas vale a pena a libertaçãod e algo que nos consome!

Kikas disse...

Acho k fiz asneira em escrever este post pk Sua Exc.ª deu sinais de vida... será que a minha força espiritual em querer esquecê-lo provocou este chamamento????

Sendo assim, acho que vou reprogramar a minha máquina cerebral e inverter a situação :-(

htsousa disse...

Não será a vida a testar-te?

Beijinhos.

Kikas disse...

Possivelmente, HT, possivelmente... mas será justo a vida testar-me assim, agora que parece que a mudança está para acontecer, não acho nada simpático que me venha o passado bater à porta :-(

htsousa disse...

Justo? Para mim, não é, mas isso é um conceito humano, uma subjectividade que varia com cada um.

Mas o que eu queria dizer é, qual a melhor maneira de descobrir se essa mudança era real ou uma auto-ilusão, fruto apenas de uma resignação? Seja o que for que aconteça, pode ser que assim descubras um pouco melhor quem és e onde estás. Encara como uma oportunidade (e eu sei que falar é fácil).

Beijinhos.

Kikas disse...

Desculpa HT mas não percebi o k queres dizer. Uma oportunidade?

htsousa disse...

Uma oportunidade para tirar a limpo se essa mudança era real ou fruto de uma resignação. Uma oportunidade para te conheceres. Tenta encarar assim, com o espírito de quem vai à descoberta, à aventura. Não é fácil, mas é compensador, quando se consegue.

Beijinhos.

Kikas disse...

HT, troca-me isso por miúdos para interpretar correctamente a tua ideia... queres tu dizer que a mudança a que me estou a tentar sujeitar pode ser porque não consegui atingir o meu objectivo anterior, apesar de ter lutado com unhas e dentes e contra tudo e todos para ficar com aquela pessoa?

Pode ser, sim, mas as mudanças têm de partir de algum lado, de um acontecimento na tua vida que te mostre que precisas mudar de direcção e não insistir mais naquele caminho; procurar outros.

htsousa disse...

O que eu quero dizer é que nada como testar na prática se estamos efectivamente a mudar, ou se apenas nos enganamos a nós próprios e estamos a entalar as coisas.

Mudar com a distância pode ser aceitar, às vezes por resignação. Mudar mesmo é ter a possibilidade de insistir, de continuar a ir por um caminho, e escolher outro uqalquer, porque se percebe que aquele nos faz mal.

Beijinho, bom fim de semana.

Kikas disse...

Já experimentei o k dizes, HT, mudar sem recorrer à distância mas não consegui. E mesmo com alguma distância, que já existe, não consigo mudar :-(( E eu tenho a certezinha absoluta que ele também não, o que nos tem segurado é exactamente a distância!

htsousa disse...

Então sabes exactamente em que ponto estás... É muito difícil sair daí, eu sei. Às vezes, a coisa ainda piora, porque tendemos a olhar para trás e ver apenas as coisas boas. O saudosismo português!

Aos pouquinhos, vamos percebendo que estamos presos. Depois, chega o dia em que queremos liberdade. Cada um demora o seu tempo.

Beijinhos.