sexta-feira, outubro 12, 2007

Help?

Alguém me sabe dizer como fazer para accionar a função ESQUECIMENTO no meu cérebro?
É que já não aguento este sofrimento, estas memórias, esta tristeza, este alheamento a tudo. Sinto-me como se andasse com os pés no ar... a pairar...

"Ajuda, precisa-se, URGENTE!"

Acho que vai ser este o título do anúncio que vou colocar no jornal. Sim, porque sozinha não estou a conseguir :-(( Estou quase, quase, quase, quaseeeeeeeeeeeeeeeeee a cair no erro de agarrar no telemóvel e desdizer tudo o que disse há 1 ano atrás. Estúpida! Sou tão estúpida.....

O primeiro passo era deixar o meu emprego; resolvia logo metade dos meus problemas. Mas nem isso consigo :'-(

E isto só prova a minha teoria de que mudanças não são comigo. Não resultam.

12 comentários:

Anyone disse...

olá Kikas! Podemos não nos conhecer pessoalmente, mas muitas vezes "ouvimos" coisas uns dos outros que nem os amigos mais proximos tem o prazer de saber. A função esquecimento nunca será activada, mas são essas lembranças que nos fazem aprender a saber lidar com situações futuras idênticas. Não queiras apagar o que viveste... Agora, deita mãos à obra e toca a mudar, faz qualquer coisa POR TI, porque se tu estiveres bem o mundo inteiro estará. ;) Beijinhos.

Kikas disse...

Essa é uma verdade que oiço repetidamente da boca de muita gente mas comigo parece que não funciona. Sempre que tento dar 1 passo em frente mais parece que dou 2 para trás. Acontece-me sempre alguma contrariedade :-( Não é ser derrotista ou a coitadinha e toda a gente que me conhece sabe que eu odeio falhar e tento ao máximo mudar a tendência ou o destino que me poderia estar definido por ter nascido no meio onde nasci e por ter tido este ou aquele familiar com comportamentos menos aprováveis e etc e tal (não vale a pena estar aqui a desfiar o rosário...) mas o que é facto é que há 1 barreira que não consigo ultrapassar e que nem eu sei qual é!

Este post, se for lido por algumas pessoas que me conhecem pessoalmente e que viveram comigo esta história durante 2 anos, pode dar para 2 opiniões: aqueles que acham que a minha estupidez devia ter limites e aqueles que acham que realmente há coisas por explicar e que o facto de não conseguir mudar 1 bocadinho que fosse a minha vida me faz ter estes sentimentos.

No fundo, eu sinto falta de colo, acho eu, e por isso afasto outras pessoas de mim...

Só sei é que não consigo minimizar as coisas e "cagar" (desculpa o palavrão) para o que ficou para trás.

Daniela disse...

Linda,
deixar o teu emprego ajudava, mas não era a solução...
o turbilhão, a memória está dentro de ti... do teu coração!
Pede a um anjo para te levar às nuvens... :)

Kikas disse...

Mas o Anjo também parece não estar disponível. Ás vezes parece que é só a gozar... também :-(

Nem em Anjos eu acredito mais...

Miguel F. Carvalho disse...

mas de certeza que acreditas em ti e esse é o primeiro passo para superar o que quer que seja...

força aí!

Daniela disse...

o miguel em alta...
hummm... miguel temos que combinar um café, tu... a kikas...
ooppss... já me estou a esticar...
hehehe...

Anyone disse...

Espero que hoje tudo esteja melhor...

Em resposta à tua resposta: estarás com o sindroma da pseudo-independência? Eu chamo a sindroma da pseudo-independência a uma fase que passei depois de acabado um relacionamento de 4anos e meio, foi uma fase de 1 ano e meio em que eu vivia sozinha e não precisava de ninguém, mas passava mal, porque queria tanto estar sozinha, aliás mostrar aos outros que conseguia estar sozinha, que afastava toda a gente, aliás muita gente nem chegava a aproximar-se, porque repelia toda a gente. Mas vivia a minha independência como se não precisasse de "colo", hoje, confesso que precisava, que sentia falta, que era tudo o que eu mais queria era ter forças para deixar entrar alguém que me fizesse esquecer tudo e recomeçar de novo. E houve uma pessoa que conseguiu ultrapassar todas as barreiras, porque foi perseverante e lutador e mostrou-me que valia a pena esquecer. E fechei uma porta, para abrir uma outra... ás vezes precisamos só de uma pequena ajudinha, mas nós também temos de deixar que nos ajudem...

Kikas disse...

No meu caso eu até quero que alguém entre na minha vida pois sei que preciso muito de alguém que me faça sentir importante; a última pessoa que entrou na minha vida teve muita dificuldade em consegui-lo... levou 3 anos para ao fim de 2 eu perder esse estatuto de importância que a conquista de 3 anos teve... portanto, imagina lá a imagem que se cria dos homens ao fim de uma experiência destas: que eles fazem de tudo para ter o seu troféu :-((

Miguel F. Carvalho disse...

esse tipo de generalizações - "Os homens" - é sempre um bocado assustador...

costumo dizer na brincadeira que, se os homens são todos iguais, por que é que vocês têm tanta dificuldade em escolher?

Catarina em Lx disse...

Caríssima,
Par mudar é preciso ter imensa coragem... E isso tu já fizeste. Agora é deixar ir o barco no piloto automático e vais ver como o barco parece navegar sozinho... ao sabor da vontade... Ninguém disse que era fácil! Ninguém disse que era rápido! Ninguém disse que não havia recaídas... Quando te derem esses acessos, senta-te numa cadeira desconfortável e coloca as mãos debaixo do rabo. Se doer, melhor... Vais ver que 2 minutos depois te passa essa vontade toda de caminhar para trás... Cachopa, para a frente é que é caminho...

Anónimo disse...

Bom que hei de eu dizer..... estive contigo desde o primeiro dia.

Acho que estas pensativa em respeito a ele apenas porque te sentes so, nao e "ele" em particular que te faz falta mas o nao saber e os porques da historia.

Honey

Kikas disse...

Meus caros amigos (acho que já posso meter-vos a todos no mesmo saco :-)), este meu pensamento têm uma enorme razão de ser: ao contrário do que dizia a Dani, o meu local de emprego é o pior para me ajudar a esquecer a pessoa em questão já que foi meu colega de trabalho e ainda por cima está, como que, omnipresente todos os dias.

Como diz a Honey, há muitas respostas que ficarão por dar mas talvez já as tenha tido e não as queira aceitar, também se pode dar o caso.

No entanto, não vou voltar a dizer desta água não beberei; disse-o 1 vez e agora aqui estou... Não vou dizer que não vou ter a minha milésima recaída (já perdi a conta aos perdões e ás novas hipóteses que lhe dei) porque eu tenho a certeza absoluta que a vida me vai pregar nova partida com este ninguém que passou e cavou um fosso descomunal na minha existência.